SambaFeed (0) – As 12 Melhores Baterias dos Anos 2000

Dizem os especialistas que a bateria é o coração da escola de samba. Através dela a cadência e o ritmo do samba são marcados, para contagiar os passistas, foliões e integrantes durante todo desfile no Sambódromo do Rio de Janeiro. O Samba é Paixão escolheu o segmento para iniciar uma série de listas para vocês amantes do carnaval.

Durante o desfile, a bateria deve se mostrar afinada, puxando e animando os integrantes da escola, fazendo com que o grupo apresente boa evolução, seguindo seu ritmo, que deve ser intenso! De acordo com o manual do julgador da Liesa, para conceder notas de 09 à 10 pontos, o Julgador deverá considerar: a manutenção regular e a sustentação da cadência da Bateria em consonância com o Samba-Enredo; a perfeita conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos; a criatividade e a versatilidade da Bateria. Baseado nesses quesitos, o Samba é Paixão elegeu as 12 melhores baterias dos anos 2000.

Confere aí:

2003 – Acadêmicos do Grande Rio
Mestre: Odilon
A escola versou sobre a história da mineração no Brasil, com o patrocínio da Companhia Vale do Rio Doce sobre o enredo “O nosso Brasil que Vale” do mestre Joãozinho Trinta alcançando o terceiro lugar. Inesquecível o ritmo de mestre Odilon que tinha como rainha Luciana Gimenez.

Crédito: Fausto Ribeiro

Crédito: Jean dos Santos Dias

2004 – Unidos da Tijuca
Mestre: Casagrande
Com a chegada de Paulo Barros, em 2004, a Tijuca surpreendeu e conquistou o vice-campeonato, através de um enredo que falava dos avanços da ciência, tendo revolucionado a estética dos desfiles ao apresentar alegorias humanas. A bateria Pura Cadência do mestre Casagrande e rainha Fábia Borges deu o seu verdadeiro show.

Crédito: Fausto Ribeiro

Crédito: Carnaval Completo

2005 – Vizinha Faladeira
Mestre: Jorginho
A melhor bateria do ano 2005 foi a da Vizinha Faladeira no Grupo de Acesso A com o enredo “2222 Gil, o Expresso da Cultura no Brasil”. Terceira escola a desfilar no sábado de carnaval, a agremiação acabou amargando um sétimo lugar.

2008 – Viradouro
Mestre: Ciça
O carnavalesco Paulo Barros cumpriu sua promessa de surpreender no desfile da Viradouro: em uma das produções mais extravagantes já apresentadas na Sapucaí, a escola explorou de todas as formas o tema de seu enredo, “É de Arrepiar”. Além do ritmo, a “surpresa” da bateria, que este ano homenageava o artilheiro do Brasil na Copa de 70 Jairzinho, foi chutar bolas de futebol para a arquibancada, ao mesmo tempo em que levantavam a rainha Juliana Paes em referência à taça Jules Rimet.

Crédito: Calefrancisco

Crédito: Nataolima

2010 – Imperatriz Leopoldinense
Mestre: Marcone (in memoriam)
Após 18 anos à frente da escola, em 2010 Rosa Magalhães deixa a Imperatriz. Max Lopes volta a ser carnavalesco assim como Dominguinhos do Estácio, que volta a cantar na agremiação após 14 anos. O enredo trata da religiosidade do brasileiro, que gerou o melhor samba do Carnaval 2010. Dentre os aspectos positivos está a bateria da escola, que deu um show com diversas paradinhas e mesmo algumas “paradonas” durante as quais o samba era sustentado apenas pelo coro da escola. A Imperatriz acabou com uma modesta 8º colocação.

2011 – Estação Primeira de Mangueira
Mestre: Aílton Nunes
Em 2011, a Mangueira levou para a avenida o enredo “Filho fiel, sempre Mangueira” de autoria da própria escola, além disso, o samba foi interpretado por três tenores, Luizito, Zé Paulo e Ciganerey. Também houve uma mudança no comando da bateria. Aílton Nunes um dos autores do samba-enredo campeão daquele ano passou a ser o mestre. A bateria entrou para a história do Carnaval ao executar uma paradona. Os ritmistas ficaram mais de dois minutos sem tocar. Durante a parada, os integrantes e o público cantaram o samba, que ecoou na Avenida.

Crédito: Vinicius Quintella

Crédito: Samba é Paixão

2012 – Portela
Mestre: Nilo Sérgio
Segunda escola a passar pelo Sambódromo com o enredo “… E o povo na rua cantando… É feito uma reza, um ritual… ” a bateria da Portela, comandada pelo mestre Nilo, trouxe atabaques para representar as batidas do afoxé Filhos de Gandhy, tradicional grupo do carnaval baiano. Foi necessária muita criatividade para suportar o peso dos instrumentos: eles entraram em cima de rodinhas. Assim, os instrumentistas só precisam empurrá-los ao longo da passarela do samba. Muito emocionada e às lagrimas à frente da bateria estava a rainha Sheron Menezzes, que esbanjou beleza e samba no pé.

Assista!

Crédito: Michel Bruno

Crédito: Samba é Paixão

2013 – União do Parque Curicica
Mestre: Lolo
Quando a bateria da quinta escola que entrou na Avenida Marquês de Sapucaí, na sexta-feira do último carnaval e começou a tocar, muitos dos espectadores e sambistas presentes se impressionaram com o excelente rendimento. Até mestres de bateria experientes que assistiam ao desfile se renderam antes mesmo do fim da passagem da União do Parque Curicica, que foi uma das seis da Série A a conquistar todas as notas dez. Em vez de apresentar uma rainha de bateria, a escola optou por escolher um rei: Jerônimo da Portela. Outro destaque masculino da escola foi o ator Maurício Mattar, muso da agremiação.

Assista!

2014 – Unidos da Tijuca
Mestre: Casagrande
No ano em que completou duas décadas da morte de Ayrton Senna, a escola levou o tricampeão mundial de Fórmula 1 de volta às pistas . O piloto foi tema do enredo “Acelera, Tijuca!”, além de reverenciar Senna, a escola mostrou o universo da velocidade e do automobilismo. Com o enredo “Acelera,Tijuca!”, através de ritmos e convenções, o mestre Casagrande mostrou ao púbico o motivo da bateria ser uma das melhores do carnaval carioca. À frente da bateria reinou a rainha de bateria Juliana Alves.

Assista!

2015 – Acadêmicos do Salgueiro
Mestre: Marcão
A apresentação da bateria Furiosa, comandada pelo mestre Marcão não deixou nada a desejar. Todos os naipes funcionaram da maneira mais perfeita possível. Conjunto de arranjos extremamente criativos e com alto grau de dificuldade, tanto as bossas quanto os desenhos. O enredo da agremiação foi “Do fundo do quintal. Saberes e sabores na Sapucaí”, Viviane Araújo reinou mais uma vez à frente dos ritmistas da vermelho e branco.

Assista!

2016 – Beija-Flor de Nilópolis
Mestres Rodney e Plínio
Mesmo não tendo alcançado os 40 pontos, o desempenho da bateria da Azul e Branca foi considerado um dos melhores, e nada melhor que coroar o resultado de tamanha dedicação e trabalho. A Beija-Flor recebeu muitos, senão, todos os prêmios da categoria. Chegar o mais próximo da perfeição sempre foi a tônica do trabalho desenvolvido por mestre Rodney, desde que assumiu para trabalhar com mestre Plínio.

Assista!

2017 – Imperatriz Leopoldinense
Mestre Lolo
A bateria da Imperatriz Leopoldinense, em apenas dois anos de trabalho sob a regência de mestre Lolo já se coloca entre as melhores do carnaval. Mais uma vez gabaritando o quesito criou bossas criativas e muito bem executadas e de interessante efeito rítmico, levando ao balanço da “dança do índio”. Sem dúvidas a que melhor passou pela Sapucaí no ano de 2017, ano em que marcou também a despedida da diva Cris Vianna do posto de rainha de bateria.

Assista!