Baú do SéP relembra o samba de 1991 da Acadêmicos de Santa Cruz. Ouça!

By at julho 25, 2011 | 16:22 | Print

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Grande samba do ano de 1991 em homenagem ao escritor e poeta barroco Gregório de Mattos, que levou a Acadêmicos de Santa Cruz ao título do Grupo de Acesso e consequentemente o seu retorno ao Grupo Especial no ano de 1992. Interpretado por Sobrinho.

Leia a crítica:

“Um samba classudo e com jeito de épico. A Santa Cruz levou para a Sapucaí um tema até então inédito, contando a vida e obra do escritor barroco baiano Gregório de Mattos, apelidado “Boca do Inferno”, devido à ácida crítica social e irreverência contidas em seus poemas. Os autores, que conquistaram o Estandarte de Ouro de melhor samba concedido pelo júri do jornal O Globo, só cometeram um único escorregão:

Os versos “surgiu no seio da sociedade/ lutando pela igualdade/ contra o preconceito sócial” muito se assemelham com o trecho de “Templo negro em tempo de consciência negra” que o Salgueiro levou à Sapucaí em 1989: “e na atual sociedade/ lutamos pela igualdade/ sem preconceitos sociais”. Destaque para a interpretação inspirada do excelente – e hoje sumido – Sobrinho. NOTA DO SAMBA: 9,8 (Rixxa Jr).” Créditos: Site Sambario

SANTA CRUZ – 1991

Enredo: O Boca do Inferno
Autor(es): Tião da Roça, Doda, Luiz Sérgio, Mocinho, Giovanni e Carlos Henry [Grupo Simpatia]

Floresceu seu ideal lá na Bahia
Onde o poder da fidalguia
Sufocava o meu Brasil pela raiz
Surgiu no seio da sociedade
Lutando pela igualdade
Contra o preconceito social
Um jovem inteligente
De versos maldizentes
Com exemplos marcantes
Que o povo aderiu
Fluiu no peito do poeta a esperança
Gregório é Miserê, é abastança
Penitência do mal, luta de um bem querer
Seus versos tinham tal sabedoria
Era a mão da chibata a tirania

Em noite de festa na fazenda o terreirão
Gregório ponteia a viola, verso vira canção

Essa terra tem moral
Veja lá seu fazendeiro

Sua mesa tem fartura
O plantador tá sem dinheiro
Na luta da sonhada liberdade
Um preço bem alto “boca do inferno” pagou
Mas nos becos e vielas, nas cidades e favelas

Ecoou pelos ares, despertou os palmares
Oh! Chama que não se apaga
De boca em boca propaga liberdade ecoou

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