Imperatriz

Compartilhe

 G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense  
Fundação: 06.03.1959
Cores: Verde branco e ouro
Símbolo: Uma coroa
Quadra: Rua Professor Lace,235. Ramos – Rio de Janeiro – RJ
Barracão: Cidade do Samba – Rua Rivadávia Corrêa,60 Gamboa Fabrica 14
Telefone: (21) 2560-8037/2260-3397 (quadra) (21) 2233-5495/2233-5924 (barracão)
Site: www.imperatrizleopoldinense.com.br
Imprensa: Ludimila Aquino ([email protected])

Tel: (21) 2233-5495/ 9357-4966
Presidente: Luizinho drumond
Vice-presidente: Marcos Drumond

Enredo: “Jorge, Amado Jorge”
Carnavalesco: Max Lopes
Diretor (es) de Carnaval: Wagner Tavares de Araújo
Diretor (es) Harmonia: Alexandre

Coreógrafos da Comissão de Frente: Regina SauerDiretor de Bateria: Marcone
1º Casal de mestre-sala e porta bandeira: Phelipe Lemos eRafaela Teodoro

Rainha de Bateria: Luiza Brunet

Intérprete: Dominguinhos do Estácio

Enredo: Jorge, Amado Jorge

 

Flash required

Veja a letra do samba enredo da Imperatriz para 2012:

Ave, Bahia sagrada!
Abençoada por Oxalá!
O mar, beijando a esperança,
Descansa nos braços de Iemanjá.
Menino amado…
Destino bordado de inspiração.
Iluminado…
Vestiu palavras de fascinação.

Olha o acarajé! Quem vai querer?
Temperado no axé e dendê
Quem tem fé vai a pé… Vai, sim!
Abrir caminhos na Lavagem do Bonfim

O vento soprou
As letras em liberdade.
Joga a rede, pescador!
O povo tem sede de felicidade.
A brisa a embalar
Histórias que falam de amor.
Memórias sob o lume do luar.
O doce perfume da flor.
Ê bahia! ê Bahia!
Dos santos, encantos, magia.
Kaô Kabesilê! Ora Iê Iê Oxum!
Tem festa no pelô.
Na ladeira, capoeira mata um.

Sou Imperatriz! Sou emoção!
Meu coração quer festejar!
Ao mestre escritor, um canto de amor
Jorge Amado, Saravá!

“Briguei pela boa causa, a do homem e a da grandeza, a do pão e a da liberdade, bati-me contra os preconceitos, ousei as práticas condenadas, percorri os caminhos proibidos, fui o oposto, o vice-versa, o não, me consumi, chorei e ri, sofri, amei, me diverti.”
Jorge Amado (Navegação de Cabotagem, 1992)

 

Sinopse

 

Ave Bahia! Bahia sagrada!
1912. A lua prateada banha o céu de axé…
Eis a coroa de Oxalá, o Senhor da Bahia!
Venha nos proteger, meu Senhor do Bonfim!
Vem do mar a esperança… Litoral de magia… Iemanjá! Oferendas à rainha do mar!
“Ela é sereia, é a mãe-d’água, a dona do mar, Iemanjá”
Velas bailam ao som do vento baiano. Veleiros, canoinhas e jangadas, deixem-se levar.
“…cerca o peixe, bate o remo, puxa corda, colhe a rede
Canoeiro puxa rede do mar…”
Jorge, Amado Jorge… Eis aqui sua história, vida e memória!
Vai, criança baiana; descubra os segredos dessa terra.
Jorge conheceu fazendas, ruas, vielas,
Becos e guetos, tipos e jeitos.
– Quem quer flores? Frutas? – grita o vendedor.
– Olha o acarajé! – oferece a velha baiana.
Águas de Oxalá! Venha ver a Lavagem do Bonfim!
As letras lhe chegam num sopro. Um vento de liberdade em defesa do povo.
Ah… O Rio de Janeiro… Nova casa do rapaz escritor.
Graduado na vida e na universidade.
Na política, com o “coração vermelho”, se engajou.
É a vida na capital. Amigos, papos e mulheres…
Ah… As mulheres… Vida perfumada e sensual…
Bares e cabarés… Eis a malandragem, o primeiro livro: o “país do carnaval”.
Primeiros romances. Romances da guerreira e apimentada Bahia, sua eterna paixão.
O ciclo do cacau, grande inspiração.
Viver nas areias da história e sonhar em ser capitão.
Um ideal. O valor do homem. O reconhecimento da valente alma do povo.
Vivência e personagens se confundem. Verdadeiros baianos traduzidos nos folhetins.
Onde está a liberdade?
Essa é a “Bahia de todos os santos”, de toda gente! Gente brasileira.
Doce amor, doce flor. Amiga, companheira, parceira de letras e caminhadas
Que o segue fielmente pelo “sem fim” do mundo.
Retornar a sua origem… Os passos rumo à alvorada da literatura.
Rumo à consagração: premiado e Amado. De farda e fardão.
Busca no tempero de Gabriela os sabores da vida. O aroma da crônica do interior.
A brisa que balança as madeixas da morena embala palavras ao encontro de Dona Flor.
Tieta do “chão dos prazeres”, do agreste. Tereza Batista, “fonte de mel”.
Mulheres e “milagres” do Nordeste.
Jogue a rede, pescador! Traga do mar de memórias as palavras inspiradoras.
Hoje o capitão é Jorge Amado. Capitão de sua navegação. “Navegação de Cabotagem”.
Misticismo e miscigenação, a alma desse chão.
Que Exu nos permita caminhar! “Se for de paz, pode entrar.”
Okê Arô Oxossi! Salve todos os Orixás! Joga búzios, canta a reza!
Kaô kabesilê! Kaô meu pai Xangô! Jorge é obá no Ilê Axé Opô Afonjá!
Ora iê iê Oxum! Mãe de Mãe Menininha do Gantois, amiga na fé, axé!
É festa na ladeira do Pelô! É festa na Bahia! Fervilha a mestiça terra de Jorge!
A Magia dos Filhos de Ghandi… É energia do sangue nordestino…
Tocam atabaques e alabês. O Pelourinho estremece! Vem descendo o Ilê Aiyê!
É o tambor! É a força do ritmo! É o som do Olodum!
Venham, amigos queridos! Amada família do escritor, venha conosco cantar!
100 anos do nascimento de Jorge Amado… Comemora a Imperatriz Leopoldinense!
De alma e coração, vamos todos brindar ao mestre das letras!
Sentadas sob a sombra da copa de uma grande árvore, suas palavras vão para sempre descansar…
Jorge, Amado Jorge…
Muito obrigado!
Hoje, a ti canto e me declaro:
sou mais um gresilense apaixonado!

Presidente: Luiz Pacheco Drumond
Carnavalesco: Max Lopes
Direção de Carnaval: Wagner Araújo
Texto e desenvolvimento: Max Lopes e Gabriel Haddad