Salgueiro

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G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro

Fundação: 03.04.1953
Cores: Vermelho e branco
Símbolo: Instrumentos de percução
Quadra: Rua Silva Teles, 104. Andaraí – Rio de Janeiro – RJ
Barracão: Cidade do Samba Rua Rivadávia Corrêa,60 Gamboa Fabrica 8
Telefone: (21)2288-3065/ (21)2238-9226-Fax:2238-0389 (quadra) (21) 2253-7608/ (21)2223-1110/ (21)2203-0897 (barracão)
Site: www.salgueiro.com.br
Imprensa: Flávia Cirino – Tel: (21) 98340807 – [email protected]
Presidente: Regina Celi Fernandes Duran
Vice-presidente: Marcelo Monteiro Ferreira
Enredo: “Cordel Branco e Encarnado”
Carnavalesco: Renato Lage
Diretor (es) de Carnaval: Anderson Abreu
Diretor (es) Harmonia: Jô Calça Larga,
Coreógrafos da Comissão de Frente: Hélio Bejane
Diretor de Bateria: Marcão
1º Casal de mestre-sala e porta bandeira: Sidclei e Gleice Simpatia
Rainha de Bateria: Viviane Araújo
Intérprete: Quinho, Leonardo Bessa e Serginho do Porto

Sinopse:

“Cordel Branco e Encarnado”

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(Cheio de poesia, imaginação e encantamento) apresenta:

Minha “fia”, meu senhor
Deixa eu me apresentar
Sou poeta e meu valor
Vai na avenida passar
Basta imaginação
Um “cadim” de inspiração
Que eu começo a versar

Vou cantar a minha arte
Que nasceu bem lá distante
Num lugar que hoje é parte
Da nossa origem errante
Vim das bandas da Europa
Nas feiras, a boa trova
Era demais importante!

Foi assim que o mar cruzei
Na barca da encantaria
Chegou por aqui um Rei
Com bravura e poesia
Carlos Magno o os doze pares
Desfilando pelos mares
Da mais real fidalguia

E veio toda a nobreza
Que um dia eu imaginei
Rainha, duque, princesa
E até quem eu não chamei:
Um medonho de um dragão
Irreal assombração
Dessa corte que eu sonhei

Também tem causo famoso
Que nasceu lá no Oriente
De um tal misterioso
Pavão alado imponente
Que cruza o céu de relance
Dois jovens, e um só romance
Vencendo o Conde inclemente
Todas essas histórias
Renasceram no sertão
Onde vive na memória
O eterno Lampião

E não houve um brasileiro
Que de Antônio Conselheiro
Não tivesse informação

Pra viajar no meu verso
É preciso ter “corage”
Vai que um bicho perverso
Surge que nem “visage”?
Nas matas sertão afora
Lobisomem, caipora
Que medo dessas “image”!!

Pra findar esse rebuliço
Rezar é a solução!
Valei-me meu “padim” Ciço!
Vá de retro, tentação!
Nossa Senhora eu não quero
(Tô sendo muito sincero)
Cair nas garras do cão!

E não é que meu santo é forte?
Cheguei ao céu divinal
É tamanha a minha sorte
A minha vitória afinal
É cantar com alegria
Fazer verso todo dia
Na terra do carnaval
Ao ver chegar a tal hora
Da minha “alegre” partida
Saudade, palavra agora
Tem posição garantida
Mas não se avexe meu irmão
Que hoje a coroação
Acontece é na avenida
Pois eles hão de herdar
Todo esse sertão sonhado
Monarcas que vão reinar
Na corte do Sol dourado
Poetas de tradição
Recebam de coração
Um cordel Branco e Encarnado

E agora eu vou sem medo
Fazer festa “de repente”
Vai nascer um samba-enredo
Pra animar toda a gente
Afinal, não sou melhor
Muito menos sou pior
Só um poeta diferente!

Renato Lage, Márcia Lage, Departamento Cultural

* Texto apresentando à Imprensa.