Tijuca

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Unidos da Tijuca 
Unidos da Tijuca

G.R.E.S. Unidos da Tijuca
Fundação: 31.12.1931
Cores: Azul-pavão amarelo,ouro e branco
Símbolo: Pavão
Quadra: Clube dos portuários. Avenida Francisco Bicalho,47 Santo Cristo – Rio de Janeiro- RJ
Barracão: cidade do samba Rua Rivadávia Corrêa, 60 – Gamboa
Telefone: (21) 2518-3957 (Quadra) (21) 2263-9679/2516-2749 (Barracão)
Site: www.unidosdatijuca.com.br
Imprensa:Bruno Tenório
email:[email protected] / [email protected]
Telefone (s): (21) 2516-2749 / (21)9521-0017

Presidente: Fernando Horta
Vice- presidente: Luiz Pires da Silva
Enredo:O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar – O rei luiz do Sertão
Carnavalesco: Paulo Barros
Diretor (es) de Carnaval: Ricardo Fernandes
Diretor (es) Harmonia: Fernando Costa
Diretor de Barracão: Paulinho do Ouro
Coreógrafos da Comissão de Frente: Rodrigo Negri e Priscilla Mota
Diretor de Bateria: Casagrande
1º Casal de mestre-sala e porta bandeira: Marquinhos e Geovanna
Rainha de Bateria: Gracyanne Barbosa.
Intérprete: Bruno Ribas

 

 

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Letra do samba-enredo para 2012:

Autores: Vadinho, Josemar Manfredine, Jorge Callado e Silas Augusto.

Nessa viagem arretada

“Lua” clareia a inspiração

Vejo a realeza encantada

Com as belezas do Sertão!

“Chuva, sol” meu olhar

Brilhou em terra distante

Ai que visão deslumbrante, se avexe não!

Muié rendá é rendeira

E no tempero da feira

O barro, o mestre, a criação!

Mandacaru a flor do cerrado…

Tem “xote menina” nesse arrasta pé

Oh! Meu Padim, santo abençoado

É promessa eu pago, me guia na fé

Em cada estação, a “triste partida”

Eu vi no cangaço vida severina

Á margem do Chico espantei o mal

Bordando o folclore raiz cultural…

Simbora que a noite já vem, “saudades do meu São João”

“Respeita Véio Januário, seus oito baixo tinhoso que só”

“Numa serenata” feliz vou cantar

No meu pé de serra festejo ao luar…

Tijuca a luz do arauto anuncia

Na carruagem da folia, hoje tem coroação!

A minha emoção vai te convidar

Canta Tijuca vem comemorar

“Inté asa branca” encontra o pavão

Pra coroar o “Rei do Baião”

 

Sinopse da Unidos da Tijuca
Enredo: O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar – O rei luiz do Sertão

 

“Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão; que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor.”
Luiz Gonzaga

Toca a sanfona porque a festa vai começar!
Abre e fecha esse fole que a comitiva vai chegar
A Avenida é a estrada que leva sertão adentro
E ninguém que aqui está esquecerá esse momento.

De lembrar que, em noite de estrela, nasceu um rei no sertão
Que virou majestade de tanto ensinar o baião
Andando e cantando a história de seu povo
Cem anos depois, ele vai ser coroado de novo.

Convidamos reis e rainhas pra mostrar que desde menino
Luiz Gonzaga, o Lua, já tinha de astro o destino
Mostrava o sorriso e a alegria, cantava e dava lição
Mas lá no fundo guardava saudade no coração.

Senhoras e senhores, o roteiro dessa viagem
Leva a terras distantes, onde um povo de coragem
Desafia a seca e a poeira, do barro ganha a vida
Esculpe a terra, tece a renda, de sol a sol nessa lida

No mercado, montam a banca e é bonito de se ver
E de tudo que há no mundo, nele tem para vender
Cores, cheiros, sabores da cultura nordestina
Lá se compra toda a sorte dessa vida Severina.

Segue o comboio real, vai cruzando o caminho
No lombo do burro, chega às terras de Vitalino
O mestre da escultura, que todo mundo copia
Bonecos que contam a vida, as coisas do dia a dia.

Mas pra conhecer o sertão, é preciso ter coragem
Atravessar a caatinga, seguir em frente a viagem
Pedir benção, rezar com fé, ser beato, ser romeiro
E reunir com toda a tropa, lá na Missa do Vaqueiro.

Senhores, rainhas e reis, o Rei do Baião anuncia
Que, depois de tanta reza, vai crescer a valentia
É pegar a beira do rio, é ser Lampião e Corisco
Pra conhecer a beleza do Vale do São Francisco.

Andar pela margem pra ver a vida que brota dos rios
O Velho Chico crescendo, com água que vem dos baixios
A cana, os frutos, o gado, o canto do passarinho
Cantar a saudade do rei, desse tempo de menino,

Toca a boiada, vaqueiro! Segue em guarda o cangaço
Que cada afluente que corre do Velho Chico é um braço
Desce pro sul até ver carrancas que trazem a sorte
A cara feia que espanta não deixa ter medo da morte.

“Simbora” que vem a noite, é hora de ver balão
Que as festas já começaram, tem “arraiá”, tem quentão
São José foi no plantio, na colheita é São João
A quadrilha já tá pronta, vai ter forró e baião.

E a sanfona anima o povo, todos vão se apresentar
Pra comitiva real, ao som do fole brincar
Bumba meu boi, maracatu, frevo, pagode e reisado
E tudo que precisar pra gente ficar animado.

Foi cantando pelo sertão que Gonzaga virou rei
De tanto cantarem junto, sua canção hoje é lei
Da poesia na praça, da valentia e coragem
Sua lição ganha as rádios, difunde sua mensagem.

Nas estações onde passa, vai contando sua vida
Espalha alegria e raça, hoje ganha a Avenida
E a Tijuca agora brinca e pra todo o mundo diz
Que a estrela de Gonzaga no céu descansa feliz.

Paulo Barros (carnavalesco)
Isabel Azevedo
Simone Martins
Ana Paula Trindade